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Falar sobre a leishmaniose é fundamental. Trata-se de uma doença grave que pode afetar tanto animais quanto seres humanos e que, quando não diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar a complicações severas e até mesmo ao óbito.
A transmissão ocorre por meio da picada da fêmea do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis), também conhecido em algumas regiões como birigui. Nas áreas urbanas, os cães desempenham um papel importante na cadeia de transmissão da doença, atuando como reservatórios do parasita. Isso significa que, ao picar um cão infectado, o mosquito pode adquirir o parasita e posteriormente transmiti-lo a outros cães ou a seres humanos.
Apesar da gravidade da doença, muitas pessoas desconhecem que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente o diagnóstico e o tratamento da leishmaniose, ampliando as possibilidades de cuidado e recuperação dos pacientes.
Nesse contexto, a prevenção se torna uma das ferramentas mais importantes no enfrentamento da doença. É justamente esse o propósito do Projeto Coleiras: contribuir para a redução da transmissão da leishmaniose por meio da proteção dos cães contra a picada do mosquito-palha.
Quando a prevenção chega antes da doença, os resultados são ainda mais significativos. Proteger um cachorro é uma atitude que vai além do cuidado com o animal: é uma ação que ajuda a proteger famílias, comunidades e a saúde pública como um todo.
Prevenir é sempre o melhor caminho.



